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TRI INDICA | Motivos para ler a hq brasileira Akin

Entrou em pré-venda o primeiro volume de Akin, uma aventura distópica criada por Hector Sousa. A HQ estreará na CCXP em 2025, mas você pode garantir o seu exemplar por preço promocional até dia 14 de outubro através do Catarse.

O quadrinho acompanha Matheus, um homem ordinário que tenta sobreviver na Zona D. Em sua incessante busca por emprego, lhe aparece uma oportunidade, porém o que Matheus não sabe é que essa proposta o levará por caminhos surpreendentes.

Trouxemos aqui alguns motivos para te convencer a ler a obra.

Akin é uma obra afrofuturista, ou seja, uma ficção especulativa com protagonismo e autoria negra. A HQ mescla tecnologias futuristas com aspectos da ficção distópica.

O afrofuturismo é um movimento estético que tem crescido cada vez mais nos últimos anos, já serviu de inspiração para grandes obras da cultura pop, como Pantera Negra e Black is King. Akin traz essa estética para um cenário Brasileiro.

Para além do protagonismo negro nas páginas da HQ, a obra também traz a representatividade por trás delas. Toda a sua equipe criativa é composta por pessoas negras e cada um de uma região diferente do Brasil.

Hector Sousa, idealizador, roteirista e editor da obra, é de Sergipe; Gil Gomes, responsável pelos desenhos, é de São Paulo; e Brie Souza, a colorista do quadrinho, é do Mato Grosso do Sul.

Akin é protagonizada por Matheus, um homem médio brasileiro, mas a obra traz personagens com as mais diferentes características. A Afrika, o grupo de resistência negro apresentado na HQ, é comandado por Ras, uma mulher negra.

Outros integrantes são Danso, que tem um físico não padrão, Layla, uma personagem trans. Também conhecemos Beatriz, uma mulher mais velha, que tem um significado representativo da sabedoria materna africana.

Sankofa significa “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”, não tem como construir um futuro sem lembrar do seu passado.

Todos os nomes dos integrantes da Afrika têm seus nomes de origem de linguagem africana, como o iorubá. Quem foge a regra é a Beatriz, que tem seu nome em homenagem a Beatriz Nascimento, uma pensadora e ativista sergipana pelos direitos humanos de negros e mulheres.

Akin, HQ distópica afrofuturista de Hector Sousa, entra em pré-venda com lançamento na CCXP 2025. A obra traz protagonismo negro, diversidade de personagens, ancestralidade e representatividade em toda a equipe criativa. Apoiar Akin é fortalecer a produção independente brasileira.

Fazer arte no Brasil é difícil, é inegável. Então ao apoiar Akin, você estará apoiando a produção independente brasileira, fugindo das obras que já conseguiram entrar em maior circulação no mercado nacional.

Akin, volume 1, não tem vínculo com editoras e seu único apoio foi por meio do edital da Lei Paulo Gustavo da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap).

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