O dia em que Tom Cruise recusou estrelar Um Sonho de Liberdade, clássico indicado ao Oscar

Tom Cruise é um dos maiores astros da história de Hollywood. Com uma carreira marcada por sucessos como Missão Impossível, Top Gun, Magnólia, Entrevista com o Vampiro e De Olhos Bem Fechados, ele também é conhecido por escolhas ousadas — inclusive por um projeto que recusou e que se tornaria um dos maiores filmes de todos os tempos: Um Sonho de Liberdade.

Lançado em 1994, o filme foi baseado no conto Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank, de Stephen King, com roteiro e direção de Frank Darabont. A produção foi feita pela Castle Rock Entertainment, do cineasta Rob Reiner, que já havia adaptado King anteriormente em Conta Comigo (1986).

A ideia inicial era que Tom Cruise vivesse o protagonista Andy Dufresne, e voltasse a trabalhar com Reiner após o sucesso de Questão de Honra (1992). Mas tudo mudou quando Frank Darabont decidiu dirigir ele mesmo o filme, recusando a proposta de Reiner para que assumisse a direção.

Segundo o próprio Darabont, em entrevista ao USA Today, Cruise chegou a participar de uma leitura do roteiro. Mas, ao saber que um diretor estreante comandaria o projeto, acabou desistindo.

“Acho que ele estava um pouco nervoso trabalhando para um diretor estreante. Não o culpo por isso. Mas talvez ele fosse grande demais para o filme que eu queria fazer”, explicou o cineasta. “Não era um papel de Rebeldia Indomável, onde você quer Paul Newman. Era algo mais contido e sutil.”

Official Trailer

O papel acabou nas mãos de Tim Robbins, e o restante é história. Um Sonho de Liberdade foi indicado a 7 Oscars, tornou-se cultuado com o tempo e hoje figura no topo de listas como o IMDb Top 250, sendo amplamente considerado um dos melhores filmes já feitos.

Além de Cruise, outros nomes como Tom Hanks e Kevin Costner também foram considerados para o papel. Mas foi Robbins, ao lado de Morgan Freeman (Ellis Boyd Redding), quem eternizou a jornada de Andy Dufresne, um banqueiro condenado injustamente à prisão perpétua, e sua luta por justiça, amizade e liberdade.

É curioso imaginar como seria o filme com outra estrela no centro da trama, mas talvez tenha sido justamente essa recusa que permitiu ao longa alcançar o tom mais intimista que o transformou em um clássico eterno.

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