Esta crítica não contém spoilers
Com participações especiais, reviravoltas e uma rebelião sangrenta, chegou ao fim na última sexta-feira (03) a primeira temporada do spin-off de The Boys, “Gen V“. Ao longo de 8 episódios a nova série do Prime Video conseguiu expandir com eficiência o universo dos super-heróis ao criar motivações que irão atingir a série principal, ao tempo que mostraram ao público uma nova leva de heróis que vão na contramão dos Sete.
A série explora a primeira geração de super-heróis que tem ciência que seus superpoderes são oriundos do Composto V. Esses heróis colocam seus limites físicos e morais à prova, competindo pelo ranking mais alto da escola afim de se tornarem o próximo membro da equipe mais famosa de super-heróis: os Sete.

A introdução inicial da produção dita como será o nível dos próximos episódios. Começando com a história de origem de Marie (Jaz Sinclair), sangrenta, cruel e devastadora, os próximos heróis apresentados ao público acabam condizendo com este nível de drama – seja de forma explícita em suas histórias ou através da analogia de seus poderes.
Apesar de todo drama intenso que Gen V apresenta, o spin-off não se distancia do seu material original e apresenta o humor característico de The Boys em muitos de seus episódios. Brincando com os poderes e características dos personagens, o humor ácido (e as vezes até bobo) é inserido pontualmente e em momentos corretos, que não fazem ficar alheios a trama principal. Sendo assim, momentos que levam o espectador a dar um respiro de toda a história principal.

Dentre os personagens principais destacam-se Jordan (interpretado por Derek Luh e London Thor), Emma (Lizze Broadway) e Cate (Maddie Phillips). O trio cresce muito ao longo dos episódios, evoluindo para algo além do esperado nos episódios iniciais. Além disso, seus poderes e dramas pessoais enriquem a trama, com subtextos bem claros e críticos que conversam com a sociedade (e a geração) atual. Vale mencionar também que Patrick Schwarzenegger foi uma surpresa positiva na produção. Ainda que não apareça tanto quanto esperávamos, o ator cria uma imagem sólida e potente, que se estende até os episódios finais.
Quando falamos de ação a série não fica para trás do seu material de origem. Sanguinária e explícita, as lutas – bem como as mortes – causam choque e comoção, é quase hipnotizante e nos faz ficar ávidos por mais. Sem medo de eliminar personagens importantes, Gen V é impiedoso e corajoso em seu roteiro.
Definitivamente Gen V foi uma das melhores surpresas deste ano. Com ótimos personagens, a série se faz relevante também dentro de sua trama envolvendo a Vough e os planos terríveis da universidade Godolkin. Inteligente e coeso em suas propostas, o spin-off alimenta a expectativa para a 4ª temporada de The Boys que irá contar a história a partir do ponto em que Gen V acabou. E para quem gostou dos heróis adolescentes, fiquem tranquilos porque a segunda temporada já foi confirmada e irá acontecer logo após a nova temporada de The Boys.
Nota: 5/5





