ESPECIAL DIA DA MULHER | Livros escritos por mulheres que a Tribernna ama

O Dia Internacional da Mulher é celebrado nesta segunda-feira, dia 8 de março. No mundo da literatura, diferentes mulheres fazem e fizeram enorme sucesso. Por isso, para comemorar este dia, parte da equipe da Tribernna destacou alguns dos seus livros preferidos escritos por mulheres! Venha conferir quais são!

Barbara Sales

Oi, pessoal! Eu sou a Barbara Sales, redatora da Tribernna. A autora Marissa Meyer, com Crônicas Lunares, escreve contos de fadas futurísticos. A série é iniciada com Cinder, que conta a história de uma Cinderela ciborgue vivendo em tempos de pandemia (alo alo coronavírus). Ela tenta descobrir os mistérios por trás da família real com a ajuda do príncipe Kai (e, sim, ela acaba se apaixonando por ele). Além disso, ela quer descobrir o que existe além do muro que cerca sua cidade.

O segundo livro é Scarlet e conta a história da chapéuzinho vermelho e um lobo mal que você aprende a defender. Após sete anos do sumiço de sua avó, Scarlet tinha certeza que nada seria feito para resgatá-la. Então, ela resolve ir buscar justiça com suas próprias mãos.

O terceiro livro conta a história de Cress, uma hacker de longos cabelos que vive aprisionada em um satélite desde criança. Sua única companhia são as telas e os computadores. Cress acaba recebendo ordens da rainha Levana para localizar uma nave com fugitivos da coroa e sua resposta pode acabar mudando seu destino.

O último livro da série é Winter e conta a história da nossa Branca de Neve. Winter é uma princesa amada por toda a população de Luna e, mesmo com suas cicatrizes, ela consegue ser mais bela do que sua madrasta (a rainha Levana). Winter acaba sendo o pivô para iniciar uma revolução que envolverá Cinder, Scarlet e Cress.

A escrita da Marissa é muito boa e fluída. E esse jogo de misturar as histórias das protagonistas é genial. É uma das minhas séries favoritas e eu adoro indicar ela pra todo mundo que quer um pouco mais de ação em contos de fadas.

Matã Marcílio

Oi, gente! Eu sou o Matã, um dos redatores da Tribernna. E, para o Dia Internacional da Mulher, eu resolvi indicar uma das minhas autoras prediletas: Jane Austen. Jane foi uma escritora inglesa conhecida pelas incríveis personagens carismáticas que criou. Suas histórias são lembradas e recontadas até hoje, por meio de filmes e séries, como o recente Emma, estrelado por Anya-Taylor Joy. Suas obras são consideradas à frente de seu tempo majoritariamente pela força e pelos diálogos feministas contidos em suas personagens principais.

Talvez sua obra mais famosa seja Orgulho e Preconceito, por causa do filme estrelado por Keira Knightley. E apesar deste ser um dos meus filmes e livros favoritos, eu resolvi falar sobre Persuasão. O livro foi lançado em 1818, após a morte da autora, e já recebeu inúmeras adaptações. A história de Anne Elliot é narrada de forma magnífica e o romance apaixonante fala sobre o poder de persuasão que damos àqueles a nossa volta e nas consequências de darmos ouvidos a más interpretações alheias.

Entretanto, não é esse o motivo da minha indicação. Já perto do final da história, Anne concede ao leitor um diálogo com o almirante Croft bastante moderno para a época. Ela fala sobre o lugar de uma mulher na sociedade inglesa no começo do século XIX e o quanto isso relaciona seu sexo à natureza emotiva a que geralmente as mulheres são ligadas; enquanto os homens sentem “menos” os seus sentimentos por sempre ocuparem suas mentes com suas profissões.

Anne é uma personagem facilmente identificável com o público, e Jane Austen a usou para falar de coração aberto para os ingleses sobre a importância dos sentimentos e o papel social de metade da civilização. Persuasão merece tanto reconhecimento quanto Orgulho e Preconceito. E Jane Austen continua tão atual quanto 200 anos atrás.

Jéssica Rodrigues

Olá, queridos leitores! Aqui é a Jess e a minha participação de hoje no texto do Henrique é para indicar minha autora favorita, a canadense Margaret Atwood. Ela escreveu o best-seller O Conto da Aia (1985), adaptado para o cinema no filme A Decadência de Uma Espécie (1990) e para a TV na série The Handmaid’s Tale (Hulu, 2017-presente).

Neste livro, Atwood conta a história de Offred, uma mulher que vive num futuro não datado no país chamado Gilead, que outrora fora os Estados Unidos da América e se tornou um estado totalitário teocrático que tirou todos os direitos das mulheres e dividiu a sociedade em castas conforme suas posições sociais antes da revolução. Nessa sociedade, as mulheres férteis são estupradas por homens ricos, os comandantes, para terem filhos para suas esposas, já que há uma crise mundial de fertilidade.

Apesar de tudo parecer fruto de uma mente perversa, como diversas vezes foi descrita por críticos, a autora respondeu a essas críticas em um fórum sobre gênero em 2004 e em um vídeo de apresentação do seu Masterclass em Escrita Criativa:
“Eu não coloquei nada que ainda não tenhamos feito, estejamos fazendo, estamos tentando seriamente fazer, juntamente com as tendências que já estão em andamento … Então, todas essas coisas são reais e, portanto, a quantidade de invenção pura é quase nula”.

Portanto, este livro não é apenas uma ficção. Todos os dias nos noticiários vemos algo parecido acontecendo em algum lugar do mundo, todas essas coisas cruéis e inimagináveis, especialmente com mulheres. Não é só ficção.

Gilcimar Santos

Oi, sou o Gil, editor da Tribernna, e venho indicar um dos meus livros favoritos: O Quinze, de Raquel de Queiroz.

A primeira vez que eu li foi no ensino médio, e foi encanto à primeira vista, pelo fato da história narrar a trajetória de uma família do nordeste em busca de condições melhores, e lembrou muito a história da minha família.

Porém, ao ler pela segunda vez, desta vez mais velho, com mais bagagem de vida, percebi que o enredo da busca por condições melhores era só um plano de fundo para algo muito mais profundo.

Não posso esquecer de comentar que que Raquel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras (1977) e também a primeira mulher a ser agraciada com o Prêmio Camões (1993).

Quote do livro

“Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai. Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra das mesma cruz.”

Ludmilla Maia

Oi, gente. Eu sou a Ludmilla Maia. Trago como sugestão os livros Ombro Frio e Sangue Frio, que é o segundo livro. Ambos são da Lynda la Plante. Não conhecia a autora, mas a descobri anos atrás, na faculdade, por volta de 2015. Fui em uma espécie de Feira de Livros e a descobri. O livro me chamou muito a atenção por causa da descrição. A história basicamente acompanha Lorraine, que é uma detetive com problemas alcoólicos, familiares e enfim.

O que mais me prendeu na história é, além dela ser rica em detalhes, ela também é rica em emoções. A autora consegue transparecer isso muito bem. Então, no decorrer da história, você fica presa para descobrir como ela vai desvendar aquele assassinato – cada livro é um mistério diferente, um assassinato diferente. Além do assassinato ser um ‘show’ à parte, a história da detetive também é, pois você a vê lutando contra os próprios demônios enquanto ela está naquela investigação. Ok que não é uma coisa inovadora, a gente já viu histórias similares, mas eu acho que ela se destaca no poder que ela tem de fazer o leitor se sentir empático com a protagonista.

Então, você chora com ela, sente a dor dela, fica nervosa com ela. É muito gostoso. Eu senti muitas coisas quando li esse livro. Eu li esse livro tem uns cinco anos e, falando dele, está me dando mais vontade de lê-lo de novo agora porque ele é muito gostoso de ler, muito rápido. Um ponto muito importante: por mais que os livros tenham a mesma protagonista e a mesma vibe, você consegue lê-los independentemente do outro. Não são uma saga continuada, não precisam um do outro, não importa a ordem de leitura.

Henrique Schmidt

Fala, galera! Eu sou o Henrique, o louco dos livros com várias leituras atrasadas, e estou aqui para relatar a dificuldade de escolher apenas uma obra. Por isso, escolhi duas. Me julguem, porém aceitem. São os livros O Homem de Giz e O que Aconteceu com Annie?, ambos escritos pela britânica C.J. Tudor e publicado no Brasil pela editora Intrínseca.

Os dois livros são do gênero Suspense/Horror e contam com várias semelhanças na narrativa, desde a “proximidade” dos protagonistas até a forma como o mistério é contado. Inclusive, C.J. Tudor não fez uma sequência, mas há uma clara ligação entre os livros, inclusive com menções de O Homem de Giz em O que Aconteceu com Annie?. É necessário ler um para compreender o outro? Não. Mas a experiência fica ainda mais completa.

Aproveitando que eu estou comandando este post, vou roubar mais um pouquinho e fazer uma menção honrosa à maravilhosa Nic Stone, autora do excelente Jackpot e do famosíssimo, que ainda lerei, Cartas para Martin.

Paulo Rossi

Oi, sou Paulo Rossi, e minha dica é Extraordinário, de R.J Palacio. O livro, que já virou também um ótimo filme, narra a história de um menino que nasceu com uma deformidade facial e por conta disso é bastante tímido e não interage com outras crianças até certa idade, quando os pais decidem que seria importante para ele a ida à escola. A partir daí ele vive intensas e importantes descobertas.

Se o livro consegue ser tão incrível, todo o mérito é da excelente autora por trás dele, R.J. Palacio. Com muita competência, a escritora cria uma história envolvente, interessante, necessária e extremamente sensível. Extraordinária é a forma como ela consegue construir um personagem tão complexo mesmo criança e tão bonito, cheio de camadas e características. A história te fazer sorrir e chorar.

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