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“Quem é Você, Alasca?” e o que é esse labirinto?

Sigo na minha saga de conhecer o trabalho de John Green. O escolhido da vez foi o livro “Quem é Você, Alasca?”, que é incrível. O meu preferido segue sendo “Tartarugas até lá Embaixo” [a resenha já foi feita e pode ser conferida aqui], mas Alasca tem muito o seu valor.

Será uma resenha difícil de ser feita sem dar nenhum spoiler, mas eu prometo me esforçar ao máximo para que isso não aconteça. O primeiro ponto que precisamos esclarecer é que Alasca é uma garota que tem grande importância na vida de Miles/Gordo ao longo de todo o livro.

A obra se baseia, resumidamente, em duas famosas citações: “Sigo em busca de um grande talvez”, que teria sido dita por François Rabelais; e “Como sairei deste labirinto”, que teria sido dita por Simón Bolívar. Tendo isso em mente, já podem começar a elaborar teorias sobre o que essas citações realmente querem dizer.

“Quem é Você, Alasca?” mostra a vida do protagonista Miles/Gordo com base nessas duas citações. Em um primeiro momento, Miles vai atrás do seu “grande talvez”, tendo como base a sua vida até aquele determinado ponto.

Em um segundo momento, Miles começa a divagar – e eu também – sobre o que seria esse “labirinto”, e parece que ambos chegamos à mesma conclusão. Acredito que essa também é a conclusão de Green, pois, nas últimas páginas, através de um personagem, é dito: “O labirinto é uma droga, mas eu o escolho”.

O livro de Green é significativo por abordar diferentes problemas na vida de um adolescente. Mas, fazendo um rápido paralelo com “Tartarugas”, que explora a ansiedade da protagonista, não é descartado, por mais que não tenha sido utilizada essa palavra, que “Alasca” aborda a depressão. Afinal, vale a pena relembrar que a doença não diz respeito apenas aquela pessoa deprimida o tempo todo. Até quem vive sorrindo pode carregar a depressão.

Quem é Você, Alasca?” vale a pena ser lido. Apesar de voltado ao público adolescente, traz lições que podem ser aproveitadas por todas as idades. Ademais, para quem é pai, é sempre importante poder ler obras voltadas para essa faixa etária para entender um pouco melhor os problemas dos adolescentes do século XXI.

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