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ESPECIAL MULHERES F*DAS | Vozes que fazem a diferença!

Anualmente no dia 8 de março é celebrado mundialmente o dia da mulher. No entanto, tal data não surgiu por causa de um ato de benevolência ou reconhecimento diante do esforço feminino e sim devido a uma tragédia.

No dia 08 de março de 1857 centenas de operárias morreram queimadas por policiais em uma fábrica têxtil de Nova York. As mulheres lutavam para garantir seus direitos básicos, como licença maternidade e a redução da jornada de trabalho. Tal atrocidade não passou despercebido e hoje lembramos de seus sacrifícios e de suas vozes que tentaram silenciar em uma sociedade opressora.

A sociedade tende a mudar gradativamente, direitos trabalhistas e civis foram sendo adquiridos para a minoria conforme os anos passaram. É possível notar que em toda época de mudanças havia alguém inspirador, um porta voz, alguém que tivesse o poder de atingir multidões e fazer diferença com suas ações ou seu discurso inspirador.

Hoje em dia, temos muitas mulheres no meio do entretenimento que usam sua voz para dar voz aqueles que não são ouvidos, dar oportunidades para aqueles que foram renegados e lutam por uma causa por muitas vezes utilizando seu próprio trabalho.

Nesta matéria especial de hoje, nós vamos enaltecer essas mulheres f*das que contribuem com as causas sociais com sua arte.

  • BEYONCÉ

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Depois de uma carreira repleta de coreografias marcantes, hits e  vídeo clipes atemporais, hoje, Beyoncé se encontra em um momento de sua carreira onde prioriza as lutas com as quais está inserida. É notório que seus últimos trabalhos enaltecem sua cultura afro-americana bem como seu posicionamento perante questões políticas e contratações em seu corpo de ballet, por exemplo.

Recentemente, no documentário Homecoming, podemos ver com mais profundidade o impacto que Beyoncé tem na comunidade negra, além do seu emponderamento feminino. A artista não se limita apenas a discursos em cima do palco, que por si só já movem e inspiram, mas vai além disso, dando oportunidade a negros que, definitivamente, não tem as mesmas oportunidades que brancos.

Vale também lembrar como seu álbum Lemonade teve um grande impacto ao tornar público (e mundial) a violência policial que negros sofrem nos Estados Unidos.

#3TINDICA: Homecoming (documentário disponível na Netflix), Lemonade (álbum visual, todos os clipes disponíveis no Youtube), Beyonce live at Roseland (show-documentário disponível no ITunes) e The Liong King: The Gift (álbum produzido por Beyoncé, disponível no Spotify).

  • JANE FONDA

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Presa por mais ou menos 5 vezes, Jane Fonda além de atriz é ativista e marcou presença nos protestos que tinham a missão de alertar a respeito das mudanças climáticas. Inspirada por Greta Thunberg, uma adolescente sueca que ficou famosa mundialmente pelos seus discursos e protestos a favor do planeta, Jane marcava presença em frente ao Capitólio toda sexta às 11h para exigir mudanças do governo.

Jane juntamente com os manifestantes tinham a missão de persuadir os congressistas a apoiar o Green New Deal, conjunto de iniciativas propostas pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez (Democrata de Nova York) pra que os EUA tenham uma economia de carbono-zero até 2050. Além disso, a atriz também disse que o intuito era pressionar o Congresso para pôr um fim à exploração de combustíveis fósseis e “eliminar gradualmente” toda a infraestrutura por trás dessa forma de geração de energia.

  • VIOLA DAVIS

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Conhecida por ser uma atriz renomada e respeitada no meio, responsável por protagonizar papéis intensos e marcantes, também foi consagrada como a primeiro mulher negra a ganhar um EMMY de melhor atriz dramática, Viola Davis fez um discurso emocionante e impactante em 2015 que ecoa até os dias atuais.

“Na minha mente, eu vejo uma linha. E sobre essa linha que eu vejo campos verdes e flores lindas e belas mulheres brancas com seus braços esticados para fora sobre essa linha. Mas eu não consigo chegar lá, não sei porque. Eu não consigo superar essa linha. Harriet Tubman disse isso em 1800. E deixe-me dizer uma coisa, a única coisa que separa as mulheres negras de qualquer outra pessoa é oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem.”

Seu discurso emponderador foi sobre o que mulheres negras sentem na pele: a falta de oportunidade.

#3TINDICA: As Víuvas (disponível no Telecine), How To Get Away With Murder (disponível na Netflix), Histórias Cruzadas (disponível no claro video, play store e itunes), Um Limite entre Nós (disponível no claro video, microsoft store, play store e itunes).

  • ELLEN PAGE

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A atriz canadense conhecida pelos seus trabalhos em Juno e The Umbrella Academy, hoje em dia é conhecida também por ser uma ativista LGBTQI+. Desde 2014, quando disse abertamente sobre a sua sexualidade, Ellen mostrou ser ativa politicamente acerca dos direitos e sobre opiniões de políticos que tendem a ferir a comunidade.

A atriz iniciou um projeto com seu amigo Ian Daniel em 2016 a fim de investigar a cultura queer em diferentes países, bem como sua influência na politica. A série da Viceland, Gaycation,  passou por diversos países, inclusive no Brasil, onde entrevistou figuras políticas e policiais abertamente homofóbicos.

  • MOVIMENTO TIME’S UP

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O Time’s Up foi criado por um grupo de mais de 300 mulheres de Hollywood, incluindo atrizes como Natalie Portman e Reese Whiterspoon e a produtora e roteirista Shonda Rhimes.

De acordo com  Christy Haubegger, uma das mulheres responsável por fundar o movimento, para acabar com o assédio sexual é preciso, antes de tudo, dissolver a desigualdade, pois a falta de equilíbrio no poder é a raiz para o comportamento impróprio.

Com a popularidade do movimento, novos casos de assédios foram à tona. Mais de 10 atores renomados foram acusados por assédio e abuso sexual, e até mesmo estupro. Um deles foi Bryan Singer, responsável por filmes da franquia X-Men, o cineasta foi demitido das gravações de Bohemian Rhapsohy graças a denúncias.

O movimento que já tem mais de 2 anos de vida vem fazendo gradativamente a diferença dentro de Hollywood, uma diferença significante mesmo em um mundo onde sabemos que é regido por homens.

BRASILEIRAS QUE MARCARAM

  • PAGU

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A paulista Patrícia Galvão escreveu livros, reportagens, peças de teatro, militou na política e passou cinco anos presa por defender operários. Sua marca mais forte, porém, foi a oposição aos estreitos horizontes femininos dos anos 1920 aos 1950. “A entrega do meu corpo foi o primeiro fato indistintamente consciente da minha vida“, escreveu sobre a decisão tomada aos 12 anos. Era 1922. Grávida aos 14, submeteu-se a um aborto, com tristeza. Como não havia pílula, questionava a razão da mulher não poder decidir quando ter filhos e quantos.  (reprodução: claudia)

  • NÍSIA FLORESTA

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Seu principal legado é o livro Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens, de 1832 – quando as brasileiras mal sabiam ler. Essa pioneira do feminismo escreveu, aos 22 anos, que a vantagem masculina estava só na força física. Por ela, mulher ocuparia até posto de general. Produziu 15 livros e criou, no Rio de Janeiro, uma escola para ensinar matemática e história para meninas. Papari (RN), cidade onde nasceu e que a ridicularizou, hoje se chama Nísia Floresta. (reprodução: claudia)

 

IN MEMORIAN

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Sulli foi uma artista sul-coreana que ficou popularmente conhecida por fazer parte da girl group f(x). Sua carreira foi repleta de trabalhos incríveis além de sua personalidade cativante.

A cantora foi uma ativista em prol aos direitos da mulher, principalmente ao direito de abortar. Utilizava suas redes sociais para se posicionar e emponderar as mulheres. Infelizmente o meio de comunicação que servia de canal para seus discursos motivadores também foi o canal para trolls e cyberbullings (por causa de seu posicionamento). Antes de sua morte Sulli evidenciava o quanto sofria com os ataques onlines que recebia e nada foi feito.

Infelizmente Sulli nos deixou no fim do ano de 2019, mas seu legado perpetuou e impactou um país cujo o conservadorismo e a cultura de ódio assola as mulheres.  Projetos de lei foram criados para que comentários não sejam mais anônimos e que as pessoas sejam responsáveis pelo que fazem online.

Sulli fez parte de uma porcentagem muitíssimo pequena de k-idols que escolhem usar sua voz para se posicionar e lutar fielmente pelos seus ideais.

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