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“Tartarugas até lá Embaixo” e a vida

Quando iniciei a leitura de “Tartarugas até lá Embaixo”, minha namorada disse que era o melhor que ela tinha lido do John Green. Eu não tive acesso a tantas obras do autor, apenas tinha lido “O Teorema Katherine”, o qual eu amo. Mas após ler este livro, mesmo sem olhar os outros, acredito que seja a melhor obra de Green.

A facilidade da escrita do autor já me impressiona desde “Katherine”. A forma com que ele faz com que os personagens e, consequentemente, o leitor reflita sobre situações da vida é fantástica. Ele faz parecer que o momento de reflexão seja simples, mesmo que o pensamento seja extremamente difícil e conflituoso.

Em “Tartarugas”, Green trabalha muito bem com a ansiedade da personagem – não é preciso falar o quão importante é falar sobre essas questões mentais em adolescentes em pleno século XXI. O autor foi respeitoso, destacou a importância dos remédios – quando receitados por um médico – e do acompanhamento profissional.

Ademais, ainda na questão da saúde mental, Green apontou a dificuldade de amigos e familiares em lidar com a ansiedade – com a depressão também, mas não era o caso da obra. Por outro lado, o autor não deixou de exaltar a importância que cada um deles tem para lidar com essa situação.

Apesar de abordar muito bem essa questão da saúde mental, o foco de “Tartarugas” é a vida, as espirais nas quais estamos envoltos. Como diz um trecho da obra: “A vida é uma sequência de escolhas entre incertezas”.

E Green vai baseando toda a filosofia da obra em cima dessa frase, praticamente. Muitas situações fogem do controle, obviamente, e a ansiedade dificulta em escolher certos caminhos. Apesar disso, precisamos seguir em frente. Não escolher também é uma escolha. A vida segue. E nós seguimos.

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