O drama adaptado de um best-seller de mesmo nome chegou na Netflix no fim de janeiro, trazendo em seus 06 episódios o mistério do mundo dos mortos e o terror que há por de trás.
Protagonizado por Peijia Huang long , Chris Wu, Kuang Tian e Ludi Lin, ‘The Ghost Bride‘, ou ‘A Noiva Fantasma‘, foi uma surpresa e tanta, pelo menos para mim que não conhecia a obra literária e não tinha absolutamente nenhuma expectativa ao assistir. Ao contar uma história mística, onde é comum as pessoas falarem sobre a vida após a morte e outros elementos do mesmo “universo” em plena luz do dia, de imediato causa uma certa estranheza, mas nada que mais 10 minutos de episódio não cure.
Ao contrário de outros dramas chineses, este, por incrível que pareça, não enrola em nada. Os episódios são sucintos e bastante coesos, sempre buscando entreter e deixar o público preso na história.

Pode-se dizer que a história se mantém sobre dois pilares. O sobrenatural e o suspense investigativo.
A história realmente começa quando Li Lan corre contra o tempo a fim de descobrir quem matou o herdeiro Tian Ching. E o motivo pelo qual ela quer descobrir é para se livrar, não só da morte, mas bem como do próprio Tian Ching que se tornou um espirito maligno que comanda uma espécie de purgatório onde os espíritos ficam antes de seu julgamento.
Todos são suspeitos, mãe, irmã, primo… E Li Lan só tem a ajuda de um guarda celestial, Er Lang, que está ali para “caçar” Tian Ching e levá-lo ao seu julgamento. Isso poderia ser um ponto negativo na história e servir como “enchição de linguiça”, no entanto, a presença dos suspeitos se faz presente para dar prosseguimento e desenvolvimento a história. Tudo é montado gradativamente como um quebra cabeça.
O c-drama utiliza de meios clichês de “jump scares“, e que funcionam. A caracterização ao mesmo tempo que traz aquela vibe gore, é bem feita e é um fator positivo para todo ar aterrorizante que paira sobre o drama de vez em quando.
Além disso, toda ambientação e caracterização dos personagens em si chamam atenção pela atenção aos detalhes e respeito a história. Isso é uma marca registrada nos dramas asiáticos de época, mas ainda assim um ponto válido para se ressaltar e elogiar.

Durante todos os 6 episódios é possível se prender na história da protagonista, não só graças ao roteiro ou a trama, o protagonismo de Peijia foi fundamental para o bom funcionamento da trama. A atriz se destacou e foi uma das melhores coisas, junto com Kuang Tian, em suas atuações e o modo como conduziam a história.
O desenrolar do mistério da morte do espírito zangado foi uma tentativa de surpreender, o que de fato ocorreu, mas não chocou. Não foi uma surpresa que é capaz de deixar o espectador de queixo caído, é mais uma conclusão “ok” do assassinato do herdeiro.
O que realmente impressionou foi o fato da protagonista ir contra os “velho e bons costumes” e decidir escrever sua própria história. É claro que estamos falando de drama asiático, então sim, ela escolheu um par para caminhar ao lado. O que foi um pouco decepcionante, para mim, que esperava um final mais emponderador, visto que a protagonista mostrou ser independente, segura de si e com sede de aventuras inesquecíveis.
Nos minutos finais o c-drama deixa um mistério no ar, um cliffhanger, material suficiente para uma continuação se quiserem. Mas se não acontecer, não estraga a experiência, a história foi concluída com sucesso sem deixar pontas soltas.