Todo fã de terror que se preze, assistiu pelo menos alguma vez um filme sobre exorcismo. O fascínio não só pelo sobrenatural, mas também pelos maiores vilões nas religiões cristãs, levam milhões de pessoas aos cinemas para ver o “demônio” perder no final da história e tudo voltar ao normal.
Em 26 de dezembro de 1973 estreava O Exorcista, filme norte-americano dirigido por William Friedkin e escrito por William Peter Blatty, autor do livro homônimo publicado em 1971. O Exorcista é o mais famoso e mais bem-sucedido filme de terror de todos os tempos e não ficou famoso apenas pelo tom assustador da produção, mas pelo impacto que ele trouxe para a sociedade na época, lotando consultórios psiquiátricos e igrejas com pessoas claramente perturbadas após assistirem ao filme, acreditando estarem mesmo possuídas pelo demônio.
O filme conta a história de Regan McNeil (Linda Blair), uma menina de 12 anos que passa pelo que muitas crianças passam: a ausência da mãe que precisa trabalhar. Sua mãe é Chris MacNeil (Ellen Burstyn), uma atriz famosa de Hollywood, que passa grande parte do tempo em Georgetown em uma gravação.

Enquanto sua mãe trabalha, Regan fica em casa com a babá e resolve matar o tempo brincando com um tabuleiro Ouija. Com o passar do tempo, ela começa a agir de maneira estranha e rebelde, o que no começo poderia ser apenas o sinal da puberdade, mas com o agravar dos acontecimentos, sua mãe decide buscar ajuda e a leva em diversos médicos e terapeutas, sem sucesso. Até que então, após Regan atacar seu psiquiatra, a recomendação é buscar ajuda religiosa, pois a única resposta possível era que se tratava de um caso sobrenatural.

Durante todo o filme, os efeitos sonoros e as cenas que acontecem durante a noite deixam o filme ainda mais assustador. A transformação física de Regan com sua possessão, a deixando completamente desfigurada e as aparições do demônio Pazuzu nas cenas do corredor, são cruciais para a construção do medo do telespectador. Mesmo sendo um filme de 46 anos, a maioria dos seus efeitos ainda funcionam e ainda causam desconforto e apavoram.

Além do impacto social, o filme em si é envolto em várias polêmicas, como a morte de várias pessoas que trabalharam na sua produção, durante ou pouco tempo após sua estreia e os acidentes sérios que ocorreram, em sua maioria causados pela negligência em segurança do trabalho, incluindo um incêndio que destruiu o estúdio onde o filme foi gravado.
Apesar de todas as polêmicas, é inegável a importância que O Exorcista teve para o gênero, principalmente para uma época em que o terror não era tão presente nos cinemas quanto aos outros gêneros. O filme teve diversas indicações a prêmios importantes, inclusive sendo o primeiro filme de terror a ser indicado ao Oscar de melhor filme. Neste ano da premiação, O Exorcista venceu o Oscar nas categorias de melhor roteiro adaptado e melhor som. Foi ainda indicado em outras oito categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Ellen Burstyn), melhor ator coadjuvante (Jason Miller), melhor atriz coadjuvante (Linda Blair), melhor edição, melhor fotografia e melhor direção de arte.
Além de todos os filmes sequência e prequels, O Exorcista teve em 2016 uma série com o mesmo nome, derivada da história de Regan, estrelada por Alfonso Herrera (padre Tomas), Ben Daniels (padre Marcus) e Geena Davis (Angela Rance/Regan MacNeil). A série se passa anos depois do que houve com Regan e mostra que nem tudo acabou quando o demônio deixou seu corpo quando ela ainda era criança. A série é distribuída pelo canal Fox e também está disponível no Amazon Prime Video.
E aí, sentiu medo quando assistiu O Exorcista pela primeira vez? Deixe nos comentários a sua experiência com o filme!
Ainda não assistiu? O Exorcista está disponível para streaming no Fox Premium.

Um comentário
Adoro esse tipo de filme! Obrigado pelo conteúdo 😉