“Horror na Colina de Darrington” talvez tenha sido o primeiro livro diretamente de terror o qual eu li. Obra do escritor brasileiro Marcus Barcellos, o livro é curto, rápido e direto ao ponto. Deixa tenso, curioso e cumpre o seu papel, tanto que rendeu uma sequência – a qual ainda não li.
É verdade que o livro abusa de diferentes clichês do terror, principalmente para quem assiste filmes do gênero. Mas isso não torna o livro ruim ou entediante. Clichês, algumas vezes, não são ruins, mas sim uma estratégia de segurança, que já foi testada e teve sucesso no passado.
O protagonista do livro é Ben, um jovem órfão de 17 anos que vai morar na casa dos tios. Ben tem uma prima mais velha, Amanda, que está na faculdade, e uma mais nova, Carla, de cinco anos, de quem ajuda a tomar conta, além de um tio e uma tia.
Em uma casa isolada em uma colina, coisas estranhas começam a acontecer e eis o primeiro clichê: a criança é quem vê esses acontecimentos, o que torna tudo mais sinistro.
Marcus Barcellos não enrola no desenvolvimento. Vai direto ao ponto. Deixa todas as situações sobrenaturais transparecerem desde o início. Não é uma “pressa” para contar a história, mas uma estratégia para deixar o livro mais fluido, não correndo o risco de deixá-lo entediante.
O autor tem sucesso nessa tentativa. Ler “Horror na Colina de Darrington” é como estar assistindo a um filme de terror. As situações são bem descritas e as raras ilustrações dão ainda mais vida a toda história. Vale também destacar a edição da Faro Editorial, que ficou belíssima, com as bordas das folhas pretas, dando um tom sombrio à obra.









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