Logo após ler o Nova Jaguaruara, eu fiquei fascinado pela escrita do Amaurício Lopes. Com a leitura dinâmica e a apreensão do começo ao fim, O Galinheiro te transporta para uma cidade pequena, onde é dominada pela desesperança e falta de recursos básicos.
A experiência da leitura fica muito mais interessante quando não se sabe nada da história, então, vamos prosseguir com cautela na resenha. O livro conta a história de um casal e seus dois filhos, que antes eram 3. O enredo gira em torno dessa filha, a do meio, que desaparece e deixa a família melancólica e desolada.
O livro é dividido em 3 partes, primeiro é a apresentação da família Silva, protagonista da história, que mostra uma tradicional atividade um tanto quanto incomum. Na sexta-feira santa a família se junta para roubar galinhas, e na fatídica data, eles resolvem invadir o galinheiro dos irmãos Borges.
A segunda parte é exatamente sobre os irmãos Borges, que mostra o passado e as atividades ocultas dos irmãos. E, por fim, na terceira parte, é a finalização da história, onde a família ladra de galinhas enfrentam os irmão Borges.

A dinâmica da leitura é como uma navalha na pele, a princípio a gente não sente o golpe, mas depois o sangue começa a jorrar e percebemos o estrago. Aparentemente nada acontece de estranho, mas quando juntamos as peças, e percebemos o que está acontecendo, tudo muda! A sensação de urgência toma conta da leitura e fica impossível parar a leitura até saber o final de história.
A escrita do Amaurício Lopes é certeira. Cada fechamento de capítulo abre a necessidade de continuar a leitura e é assim do começo ao fim, a confusão, a sensação de não entender o que está acontecendo… O descobrimento de algo terrivelmente bizarro aguça a curiosidade de seguir em frente e juntar as peças da história.
O Galinheiro está disponível no Kindle Unlimited .
Nota 5/5





