Imagina o resultado de uma parceria entre Tim Miller (Deadpool) e David Fincher (Clube da Luta)? Não conseguiu? Pois a Netflix sim. Love, Death & Robots é a mais nova produção original do serviço de streaming. E como Black Mirror (outra produção original Netflix) usa do tema tecnologia para contar histórias e nos fazer refletir sobre alguns de nossos comportamentos. Além de como sua ‘conterrânea’ não se preocupa em trazer episódios consecutivos ou cíclicos, as histórias se encerram a cada fim de episódio.
São 18 episódios fáceis de conferir em um dia. Algumas histórias possuem apenas sete minutos, o mais longo está em torno de dezessete minutos. Outro detalhe importante sobre a produção está nos estilos usados nas animações, que mudam de episódio para episódio, seja por animações em CGI em uma qualidade absurda, que em muitas vezes nos faz questionar se são realmente ‘bonecos digitais’, ou animações em 2d, algumas vezes até bem cartunescas.

O texto abaixo pode conter spoilers:
Mas vale a pena destacar um episódio que mistura live-action com animação em CGI, o episódio intitulado ‘Era do Gelo’, com os atores Topher Grace (de Infiltrado na Klan) e Mary Elizabeth Winstead (que interpretará a caçadora em Aves de Rapina, novo live-action da DC/Warner), o episódio é muito interessante apesar de simplista na sua execução, mas nos faz refletir sobre nossa percepção de sociedade, e no quanto nossas vidas são apenas instantes diante do universo em que vivemos, já que os personagens tem que observar de dentro de sua geladeira o inicio e o fim de uma civilização inteira.

A serie animada também retrata temas importantes como, emponderamento feminino, relações abusivas e os impactos da falta de cuidado com o meio ambiente, usando muita ação, humor e violência. Se você é sensível a sangue não recomendo que assista.

A série já se encontra disponível no catalogo da Netflix, confira o trailer abaixo:
A classificação indicativa da série é 18 anos, portanto tire as crianças da sala e aproveite sem moderação.





